Porque apenas um tipo de chocolate nunca é suficiente, porque há dias em que o chocolate tem de ser em dose dupla. Por estas razões perfeitamente válidas e universalmente reconhecidas, investiguei intensivamente o 100 Best Delicious Chocolate e, na sua página 54 encontrei os Double Chocolate Muffins. No final optei apenas por não fazer a cobertura de chocolate branco proposta – não havia como esperar.
Make it double
Da Rússia com Amor
Nenhum dos ingredientes destes biscoitos veio da Rússia (até a vodka é polaca), mas eles foram buscar o nome e inspiração ao Black Russian. Tal c0mo a bebida usam os seus principais ingredientes: café e vodka. A receita dos Black Russian Cookies veio do livro “The Chocolate and Coffee Bible” (p.495).
Não são muito doces, mas não me parece que deixem alguém indiferente. Um cocktail que se bebe à dentada.
E o Outono que teima em não chegar
No meio de todo este calor ainda não apetecem bolos consistentes ou assados fumegantes. Perante a tentação de continuar nas leves gelatinas, nas airosas mousses ou nos refrescantes gelados, temos de nos conter e lembrar que a fruta se continua a reger pelo calendário, ao contrário do clima.
E é assim que, apesar do calor, cá por casa já se fizeram marmelada e geleia. Uma primeira vez para ambas.
Tive a sorte de me darem algumas gamboas que são, ao que parece uma variedade do marmelo. Não conhecia, mas decidi tratar como marmelos normais, no resultado final não se nota a diferença.
A receita tanto da marmelada como da geleia baseou-se na da Colher de Pau d’ As Minhas Receitas e pode ser encontrada aqui.
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Descobrindo
Entre mudanças várias, tenho vindo a descobrir o Baixo Alentejo. Além dos campos de girassóis a perder de vista que ladeiam as estradas e que agora já vão perdendo o viço, a comida tem sido uma das melhores descobertas.
Dos últimos meses destacam-se:
- a mais frequente, presença semanal à mesa. A mesma senhora que faz “o melhor pão que já alguma vez comi” também, todas as quintas-feiras, o que por cá chamam bolos de massa de pão. Pois, dito assim não parece apetitoso. É a massa de pão branco normal (este pão não tem nada de normal, roça mais o extraordinário) com um bocadinho de açúcar amarelo, azeite e canela. Pois, assim também não parece brilhante. Mas garanto que é! Então cortados ao meio e barrados com manteiga enquanto ainda estão quentinhos…

- a descoberta do mês. Num café no centro de Ourique (o café chama-se Coração da Vila) seguimos um boato que nos garantia encontrarem-se rissóis de leitão em forma do mesmo. E o boato, que seguíamos com cepticismo, confirma-se. Rissóis de leitão deliciosos com um formato engraçado.

- last but not least, na semana passada no final de uma refeição maravilhosa provei o melhor pão de rala que já comi. Carregado de chila e fios de ovos como se quer. Foi no Restaurante Castro, em Castro Verde. É babar para a foto, sefáxavor.

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Para lá do delicioso
No passado Sábado dei um salto a Beja para ir ao Vinipax (claramente não o que me atraiu lá), ao Olivipax e ao Beja Gourmet 2010. Foi uma tarde agradável em que quem gostava provou vinhos e eu me dediquei aos eventos de Show Cooking patrocinados pelos stands presentes. Dos quatro da tarde perdi o primeiro e assisti aos últimos três.
O segundo foi uma desilusão já que não foi um show cooking propriamente dito mas, numa parceria entre a Herdade dos Grous e a Barrancarnes consistiu apenas numa prova de vinhos e fumados. O presunto de porco preto era fabuloso, a copita (de que nunca tinha ouvido falar) simplesmente fantástica, mas de cozinha não houve muito.
O terceiro, foi um exemplo de falta de organização e planeamento, com um prato que estando muito bem confeccionado e apetitoso era do mais corrente que há: uma tomatada acompanhada por ovos de codorniz estrelados. Não vi nada de novo, seja em termos de sabores, seja em termos técnicos. Estava muito bom, sim senhor, mas tão aborrecido que ao fim destes dias nem me consigo lembrar exactamente de quem o promoveu. Não tenho a certeza se foi dos Vila Galé ou das Pousadas de Portugal. Em suma, um prato sem história e sem memória, além da do improviso (falta de talheres para as provas, com cerca de 30 pessoas presentes fazem apenas una 10 pratos de prova, etc…)
Mas, caso se saiba contar percebe-se que não referi o primeiro. O primeiro foi, sem sombra de dúvida, O evento do dia. Promovido pela Herdade da Malhadinha Nova, o chef deleitou os presentes com um orgásmico (e aqui uso a palavra sem exagero) risotto de limão e cacau acompanhado de robalo fumado com folhas de videira que me deixou simplesmente estupefacta. Se à primeira vista a combinação de cacau e limão me tinha deixado um pouco céptica, tudo passou mal provei. Tanto que até tirei foto.
O acompanhante ao provar perguntou-me porque é que nunca tinha feito risotto. Sobre a organização, basta salientar que mal o chef deu o prato por terminado, tudo estava pronto para rapidamente ser servido aos assistentes. O vinho, disse quem provou, combinava com o nível do prato. Os chefs presentes mostraram-se acessíveis a dúvidas e questões sobre a receita e as técnicas utilizadas para fumar o peixe (a minha cabeça veio para casa a maquinar variações…). A funcionária da Herdade presente foi simpática, solícita, pronta a informar sobre o prato, a herdade e a ementa que disponibilizava no evento e que está habitualmente disponível no restaurante. Em suma, marailhoso.
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Remédio para o calor em tons de verde Primavera
Quando comprei a Blue Cooking de Janeiro/Fevereiro (nº45) fiquei com a ideia de fazer uma Sopa fresca de ervilhas (p. 61) que lá vinha. Finalmente decidi-me e comprei os ingredientes necessários mas hoje, depois de um dia na rua com este calor abrasador a última coisa que me apetecia era um prato de sopa quentinha e fumegante. Pensei, pensei, pensei… Quando começou a sair fumo parei de pensar e conclui que tinha chegado à ideia perfeita para o dia de hoje: um cruzamento entre a Sopa fresca de ervilhas que eu vinha a namorar há tanto tempo e uma vichyssoise. E assim, com diversas alterações à receita original, se fez…

Melhor que chocolate?
Tenho sérias dúvidas sobre a existência de algo melhor que chocolate. A minha única indecisão prende-se com o doce de ovos que considero partilhar o primeiro lugar num justíssimo empate. Mas este fim-de-semana tinha uma coisa muito importante para festejar e achei que a celebração merecia chocolate. Assim, munida dessa fabulosa peça de literatura culinária que é o The Chocolate and Coffee Bible procurei a forma ideal de exprimir a minha alegria. Inspirei-me na Chocolate and Almond Meringue Pie, mas como acho que as amêndoas combinam melhor com ovos do que com chocolate, substitui-as por avelãs. Entretanto, fui fazendo várias alterações à receita que ficou óptima, com um equilíbrio perfeito entre o recheio de chocolate, húmido, espesso e rico e a cobertura de merengue, leve e crocante como os melhores suspiros.

E se se perguntam para que serve o morango, assim já se trata de fruta. Fica automaticamente saudável!
Nas nuvens…
O contraste de texturas e sabores é um dos pontos fortes desta receita cuja recordação vem desde a infância. Para o leite creme, usei os truques que aprendi com a minha tia Suzana (cujo leite creme é famoso na família e um ponto alto de qualquer festa). Agora, sobretudo com esta receita, já o como: quando era pequena roubava as claras que me lembravam nuvens e deixava o creme para os outros. É a minha versão preferida de leite creme, melhor do que queimado e bem melhor do que com canela em cima. Não há nada que se compare às claras a desfazerem-se na boca. E a apresentação também é especial, abrilhanta qualquer mesa.

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Aconchego
Há dias em que não apetece sair pela manhã, a cama está quente, o sono profundo e a chuva só tem magia quando a aproveitamos do lado de cá da janela. Mas a realidade (malvada!) impõe-se e lá nos arrastamos para fora de casa. Ao fim da tarde chega-se a casa com o cabelo molhado, os pés húmidos e frio até aos ossos. Este bolinho (cuja receita foi inspirada aqui) serve para acompanhar o chá que nos vai devolver a vida nesse momento. E aí voltamos a apreciar a chuva, dentro de casa, pela janela com uma chávena de chá com leite a aquecer-nos as mãos e o corpo, o Outono que começa a ceder lugar ao Inverno tem outra magia. Só faltava um bocadinho de neve…

Tons de Outono
Agora que a chuva voltou a aparecer, mesmo que o frio ainda não tenha dado um ar da sua graça, já parece Outono. Sentimos o fim do Verão na pele e ansiamos por saberes mais fortes e robustos, por tons castanhos e laranjas das mesmas cores das folhas que começam a cair das árvores e estalam sob os pés.

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