Publicado por: Agnès | Janeiro 28, 2013

Rumo à Holanda / Going Dutch DB – 01/2013

Uma das minhas resoluções de Ano Novo passava pela inscrição nos Daring Bakers e cumprir com os respectivos desafios. Comecei bem e não falhei o mês de Janeiro (foi por pouco, mas foi). O desafio deste mês levou-nos à Holanda e ao seu passado de potência no comércio de especiarias. Recebido e apresentado pela Francijn do Koken in de Brouwerij este desafio fez a minha cozinha cheirar a especiarias e fez-me a mim regressar a Amesterdão. Só cá faltaram as túlipas.

One of my New Year resolutions for 2013 was to join the Daring Bakers and fulfill their monthly challenges. I started of to a good start and didn’t miss the one in January (that was close, but it was). This month’s challenge took us to the Netherland and its past as a world powerin the spice trade. Hosted by Franijn from Koken in de Brouwerij this challenge made my kitchen smell of spices and made me return to Amesterdam. Only the tulips were missing.

Tentei seguir a receita indicada o mais fielmente possível mas tive alguma dificuldade em encontrar todas as especiarias. Assim, aqui fica a receita como eu a fiz e aqui fica o link para a receita original.

I tried to follow the recipe given as closely as possible but I had some dificulty finding all the spices. So, I’ll post the recipe as I made it and here is the link to the original recipe.

DSCF1813

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Publicado por: Agnès | Novembro 16, 2012

Convidei para o chá

Respondendo ao mote da Alice que abriga esta edição do Convidei para Jantar e que sugeriu como tema aristocratas, convidei para o lanche duas princesas, duas futuras rainhas, duas primas por casamento.

Mas neste momento, em que se cruzam em Londres o seu futuro é ainda incerto e o presente cheio de dificuldades e obstáculos, São elas D. Maria da Glória de Portugal (na altura já proclamada rainha) e a Princesa Alexandrina Victoria.

A pequena rainha portuguesa encontra-se em Londres, vinda do Brasil para ocupar o trono que em si o seu pai tinha abdicado acabou por ver o seu percurso alterar-se quando o seu tio D. Miguel reclama o trono português para si. Ficará em Inglaterra entre 1828 e 1831 quando partirá para França. A princesa inglesa, orfã de pai, vive enclausurada no Palácio de Kensington por ordem da sua mãe que controla todos os seus passos mas que, excepcionalmente, permite este encontro à hora do chá para que as duas princesas possam brincar um pouco.


Anos mais tarde serão primas, já que se casarão com dois primos Saxe-Coburgo-Gotha, viverão casamentos felizes, ambos terminados abruptamente pela viuvez. D. Maria II morrerá aos 34 anos no parto do seu 11º filho. Victoria ficará viúva aquando da morte do seu adorado Albert em 1861.

Mas por agora, aproveitam apenas os raios de sol por entre as copas das árvores do jardim do Palácio de Kensington e, sob o olhar vigilante da Duquesa de Kent, aproximam-se para o chá, servido numa caneca com uma boneca, como me tinham pedido. E com scones, como deve ser…

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Publicado por: Agnès | Setembro 8, 2012

Vida no campo

Face a arbustos de silvas carregados apanhei amoras silvestres. Depois de ter uma taça generosa no frigorífico concluí que a comê-las não lhes dava vazão em tempo útil (que é como quem diz, antes de se estragarem). Algumas fizeram um doce espesso e parecem ter nascido para serem postas em cima de brie. As últimas a chegar cá a casa pediam destino diferente. E encontraram-no quando decidi adaptar esta receita do Flagrante Delícia (a única alteração que eu faria seria fazer receita e meia da massa de coco).

Ficou óptimo, um bolo húmido de sabor intenso, bem amarelinho dos ovos caseiros. O campo dá-nos ingredientes de óptima qualidade. É só saber dar-lhes uso.

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Publicado por: Agnès | Maio 4, 2012

O que fazer quando não apetece ir a Badajoz?

Quando era pequena ia-se a Badajoz comprar caramelos. Mas a viagem é longa e cansativa e às vezes apetece comer caramelos caseiros.

E bons, muito, muito bons…
caramelos final

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Publicado por: Agnès | Maio 2, 2012

Caracol, caracol põe os corninhos ao…

Normalmente seria ao sol, mas por estes dias parece ser mais à chuva. Diz a wikipedia que um caracol é molusco gastrópode terrestre. Eu, que sempre fui mais das letras e dos bolos, digo e afirmo que é um bolo. E bem bom por sinal.

De um ímpeto criativo, a vontade de fazer uma massa folhada (pois, eu sei, são coisas que me dão) e a necessidade de gastar um resto de marmelada caseira (esta) surgiram em cerca de duas horas estes caracóis.

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Publicado por: Agnès | Outubro 25, 2011

Make it double

Porque apenas um tipo de chocolate nunca é suficiente, porque há dias em que o chocolate tem de ser em dose dupla. Por estas razões perfeitamente válidas e universalmente reconhecidas, investiguei intensivamente o 100 Best Delicious Chocolate e, na sua página 54 encontrei os Double Chocolate Muffins. No final optei apenas por não fazer a cobertura de chocolate branco proposta – não havia como esperar.

muffins duplo chocolate
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Publicado por: Agnès | Outubro 15, 2011

Da Rússia com Amor

Nenhum dos ingredientes destes biscoitos veio da Rússia (até a vodka é polaca), mas eles foram buscar o nome e inspiração ao Black Russian. Tal c0mo a bebida usam os seus principais ingredientes: café e vodka. A receita dos Black Russian Cookies veio do livro “The Chocolate and Coffee Bible” (p.495).

Não são muito doces, mas não me parece que deixem alguém indiferente. Um cocktail que se bebe à dentada.

bolachas cafe vodka
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Publicado por: Agnès | Outubro 10, 2011

E o Outono que teima em não chegar

No meio de todo este calor ainda não apetecem bolos consistentes ou assados fumegantes. Perante a tentação de continuar nas leves gelatinas, nas airosas mousses ou nos refrescantes gelados, temos de nos conter e lembrar que a fruta se continua a reger pelo calendário, ao contrário do clima.

E é assim que, apesar do calor, cá por casa já se fizeram marmelada e geleia. Uma primeira vez para ambas.

Tive a sorte de me darem algumas gamboas que são, ao que parece uma variedade do marmelo. Não conhecia, mas decidi tratar como marmelos normais, no resultado final não se nota a diferença.

marmelada

 A receita tanto da marmelada como da geleia baseou-se na da Colher de Pau d’ As Minhas Receitas e pode ser encontrada aqui.

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Publicado por: Agnès | Julho 19, 2011

Descobrindo

Entre mudanças várias, tenho vindo a descobrir o Baixo Alentejo. Além dos campos de girassóis a perder de vista que ladeiam as estradas e que agora já vão perdendo o viço, a comida tem sido uma das melhores descobertas.

Dos últimos meses destacam-se:

- a mais frequente, presença semanal à mesa. A mesma senhora que faz “o melhor pão que já alguma vez comi” também, todas as quintas-feiras, o que por cá chamam bolos de massa de pão. Pois, dito assim não parece apetitoso. É a massa de pão branco normal (este pão não tem nada de normal, roça mais o extraordinário) com um bocadinho de açúcar amarelo, azeite e canela. Pois, assim também não parece brilhante. Mas garanto que é! Então cortados ao meio e barrados com manteiga enquanto ainda estão quentinhos…

- a descoberta do mês. Num café no centro de Ourique (o café chama-se Coração da Vila) seguimos um boato que nos garantia encontrarem-se rissóis de leitão em forma do mesmo. E o boato, que seguíamos com cepticismo, confirma-se. Rissóis de leitão deliciosos com um formato engraçado.

- last but not least, na semana passada no final de uma refeição maravilhosa provei o melhor pão de rala que já comi. Carregado de chila e fios de ovos como se quer. Foi no Restaurante Castro, em Castro Verde. É babar para a foto, sefáxavor.

Publicado por: Agnès | Outubro 29, 2010

Para lá do delicioso

No passado Sábado dei um salto a Beja para ir ao Vinipax (claramente não o que me atraiu lá), ao Olivipax e ao Beja Gourmet 2010. Foi uma tarde agradável em que quem gostava provou vinhos e eu me dediquei aos eventos de Show Cooking patrocinados pelos stands presentes. Dos quatro da tarde perdi o primeiro e assisti aos últimos três.

O segundo foi uma desilusão já que não foi um show cooking propriamente dito mas, numa parceria entre a Herdade dos Grous e a Barrancarnes consistiu apenas numa prova de vinhos e fumados. O presunto de porco preto era fabuloso, a copita (de que nunca tinha ouvido falar) simplesmente fantástica, mas de cozinha não houve muito.

O terceiro, foi um exemplo de falta de organização e planeamento, com um prato que estando muito bem confeccionado e apetitoso era do mais corrente que há: uma tomatada acompanhada por ovos de codorniz estrelados. Não vi nada de novo, seja em termos de sabores, seja em termos técnicos. Estava muito bom, sim senhor, mas tão aborrecido que ao fim destes dias nem me consigo lembrar exactamente de quem o promoveu. Não tenho a certeza se foi dos Vila Galé ou das Pousadas de Portugal. Em suma, um prato sem história e sem memória, além da do improviso (falta de talheres para as provas, com cerca de 30 pessoas presentes fazem apenas una 10 pratos de prova, etc…)

Mas, caso se saiba contar percebe-se que não referi o primeiro. O primeiro foi, sem sombra de dúvida, O evento do dia. Promovido pela Herdade da Malhadinha Nova, o chef deleitou os presentes com um orgásmico (e aqui uso a palavra sem exagero) risotto de limão e cacau acompanhado de robalo fumado com folhas de videira que me deixou simplesmente estupefacta. Se à primeira vista a combinação de cacau e limão me tinha deixado um pouco céptica, tudo passou mal provei. Tanto que até tirei foto.

risotto limao cacau robalo fumado

O acompanhante ao provar perguntou-me porque é que nunca tinha feito risotto. Sobre a organização, basta salientar que mal o chef deu o prato por terminado, tudo estava pronto para rapidamente ser servido aos assistentes. O vinho, disse quem provou, combinava com o nível do prato. Os chefs presentes mostraram-se acessíveis a dúvidas e questões sobre a receita e as técnicas utilizadas para fumar o peixe (a minha cabeça veio para casa a maquinar variações…). A funcionária da Herdade presente foi simpática, solícita, pronta a informar sobre o prato, a herdade e a ementa que disponibilizava no evento e que está habitualmente disponível no restaurante.  Em suma, marailhoso.

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