Como boa tripeira exilada em Lisboa há muitas coisas e hábitos a sul do Mondego que eu não percebo. Simplesmente não me entram na cabeça. Uma delas é a obsessão pelo arroz doce. Aquilo não é comestível, é uma espécie de papa de arroz recozido com uma consistência no mínimo desagradável. Sobretudo não percebo a necessidade de o comer quando há uma belíssima alternativa: a aletria!
E como andava com saudades de casa saiu uma bela aletria. Soube a mimo de infância comido ainda quente e muito húmido com o leite a escorrer e fugir da colher. Cheirou a Natal com a família reunida, a prendas, música e risos partilhados. Para mim, sendo uma das coisas mais simples de fazer, será sempre das mais especiais.

Ler mais…