Publicado por: Agnès | Outubro 29, 2010

Para lá do delicioso

No passado Sábado dei um salto a Beja para ir ao Vinipax (claramente não o que me atraiu lá), ao Olivipax e ao Beja Gourmet 2010. Foi uma tarde agradável em que quem gostava provou vinhos e eu me dediquei aos eventos de Show Cooking patrocinados pelos stands presentes. Dos quatro da tarde perdi o primeiro e assisti aos últimos três.

O segundo foi uma desilusão já que não foi um show cooking propriamente dito mas, numa parceria entre a Herdade dos Grous e a Barrancarnes consistiu apenas numa prova de vinhos e fumados. O presunto de porco preto era fabuloso, a copita (de que nunca tinha ouvido falar) simplesmente fantástica, mas de cozinha não houve muito.

O terceiro, foi um exemplo de falta de organização e planeamento, com um prato que estando muito bem confeccionado e apetitoso era do mais corrente que há: uma tomatada acompanhada por ovos de codorniz estrelados. Não vi nada de novo, seja em termos de sabores, seja em termos técnicos. Estava muito bom, sim senhor, mas tão aborrecido que ao fim destes dias nem me consigo lembrar exactamente de quem o promoveu. Não tenho a certeza se foi dos Vila Galé ou das Pousadas de Portugal. Em suma, um prato sem história e sem memória, além da do improviso (falta de talheres para as provas, com cerca de 30 pessoas presentes fazem apenas una 10 pratos de prova, etc…)

Mas, caso se saiba contar percebe-se que não referi o primeiro. O primeiro foi, sem sombra de dúvida, O evento do dia. Promovido pela Herdade da Malhadinha Nova, o chef deleitou os presentes com um orgásmico (e aqui uso a palavra sem exagero) risotto de limão e cacau acompanhado de robalo fumado com folhas de videira que me deixou simplesmente estupefacta. Se à primeira vista a combinação de cacau e limão me tinha deixado um pouco céptica, tudo passou mal provei. Tanto que até tirei foto.

risotto limao cacau robalo fumado

O acompanhante ao provar perguntou-me porque é que nunca tinha feito risotto. Sobre a organização, basta salientar que mal o chef deu o prato por terminado, tudo estava pronto para rapidamente ser servido aos assistentes. O vinho, disse quem provou, combinava com o nível do prato. Os chefs presentes mostraram-se acessíveis a dúvidas e questões sobre a receita e as técnicas utilizadas para fumar o peixe (a minha cabeça veio para casa a maquinar variações…). A funcionária da Herdade presente foi simpática, solícita, pronta a informar sobre o prato, a herdade e a ementa que disponibilizava no evento e que está habitualmente disponível no restaurante.  Em suma, marailhoso.


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